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A justiça italiana autorizou que se deixe de alimentar através de máquinas uma mulher que está em coma há mais de 16 anos. O Vaticano imediatamente contestou a decisão dizendo que se trata um ato de eutanásia.

Um tribunal de apelo de Milão atendeu ao pedido do pai de Eluana Englaro para interromper a “hidratação e alimentação forçadas” que mantém a filha viva desde 18 de Janeiro de 1992, quando um acidente de trânsito a deixou em coma irreversível.

Desde 1999 que o pai reclamava o direito de suspender o tratamento. Agora o tribunal de apelo considerou como provado o “estado vegetativo permanente e irreversível” e que mulher, se pudesse exprimir-se, “teria preferido morrer do que permanecer viva de uma forma artificial”.

O pai, Beppino Englaro, disse hoje que venceu o Estado de Direito.

O Vaticano considera que a sentença justifica de fato um ato de eutanásia. A decisão do tribunal de Milão deveria ser revista por um órgão superior, diz Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifical para a Vida.

O caso de Eluana Englaro, nascida em 1972, lembra o caso de Piergiorgio Welby, um italiano que sofria de degeneração muscular e que reclamava o direito de morrer. Um médico acabou por o desligar da máquina em Dezembro de 2006, e a Igreja recusou fazer um funeral religioso.

O caso, que causou imensa emoção em Itália, serviu igualmente para chamar a atenção para os casos jurídicos sobre eutanásia no país. O que levou em 2007 um juiz a recusar desligar da máquina um doente com a mesma doença de Piergiorgio Welby.

Fonte: Portal das Curiosidades

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